domingo, 17 de abril de 2022

Gosto de comprar na banca do doceiro
Tomar cerveja o ano inteiro 
Não que seja sempre, mas...
Entre dias
Do leve ao pesado
Uns goles intercalar 

Gosto de quem sugere 
Dá início 
Dá o fim (o desafio)
Do bom gosto que vem casar

Gosto do gosto
Do sabor, que não vem sem cheiro...
Do tocar, do leve ao forte
Do tato de quem sabe acertar 

Gosto do improvável 
De quando vejo
De berrar um 'mas é já?'

Gosto do que sou quando não é esse tipo de domingo
Gosto quando digo do que gosto e quando gosto
Gosto de ser eu essa projeção do que me vejo sendo
Quando olho e passo por essa janela

Gosto quando me coloco como um ponto continuando
Nessa espiral que inventei pra me afastar daquele outro
Na verdade um contraponto...
Eu sendo flor e tu o ponto, que me encontrou para fechar


quinta-feira, 14 de abril de 2022

Comum o olho encher de lágrimas

Ao ver em vida nossa casa desmoronar

Um aparelho pra cuidar e nos resguardar 

Como pude esquecer de tudo... 

O amor, um por tijolo vivo memorar 


quarta-feira, 13 de abril de 2022

Ser criança
Viver o éden
Tudo está no nosso lar 

terça-feira, 12 de abril de 2022

É também minha liberdade
Aceitar os cabelos brancos 
Fio a fio 


sábado, 2 de abril de 2022

Vô, cê quase nada mudou 
Ainda os cabelos brancos
Como os bloquinhos de papel

Retorna o olhar de menino
Banho tomado, cabelo penteado

Adoeceu da cuca, que coisa maluca
Agora na cabeça vive o seringal
Tanto ou pouco vive o estar
Mas quer dar à 'Dica' apoio paternal 

Eis a herança entre os filhos
E alguns chucros netos/bisnetos:
A mão direita ao meio da colher
A insensibilidade para o alimento apurar